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sábado, 1 de outubro de 2011

"Pelo amor das vacas!" Alarde na comunidade vegetariana

 Ver também: O Pseudo-intelectual - Vegans e respeito às diferenças

A "milícia vegetariana" grita por justiça. Um "carnívoro do mal" ataca covardemente seu orgulho de comer salada com esta imagem:


Prontamente os "cavaleiros da justiça animal" respondem:


Ok... Agora que porra foi essa
Cá para nós, o vegetarianismo parece estar em voga com bastante força. Cada vez mais pessoas estão aderindo ao movimento, seja pela justiça animal, por questões religiosas ou por mudança de hábitos alimentares voluntária. 9% da população brasileira é vegetariana, o que dá um bom número. Para os que ainda não sabem, os vegetarianos eliminam do cardápio todo tipo de carne (bovina, suína, de aves e de peixes). Alguns consomem ovo, leite e seus derivados, enquanto outros eliminam o ovo da dieta. Os vegans vão além. Não comem nada que seja de origem animal e nem usam qualquer produto que tenha em sua composição qualquer coisa de origem animal, tampouco usam produtos testados em animais.
Perfeito, com as coisas esclarecidas, vamos ao fato mostrado acima. Um belo dia vi a primeira imagem, ri do "coma pedras" (lembrando de uma amiga que falava que comia até pedra) e descartei da mente. Pouco depois, começaram a pipocar inúmeras imagens em resposta, como a segunda, e abaixo delas sempre mais de 20 ou 30 comentários no Facebook, muitos deles furiosos com a primeira imagem, dando a entender que o autor era um criminoso digno de pena de morte. Alguns desses vegetarianos chegavam a falar que "na Nova Era ninguém mais vai comer carne, e os 'carnívoros' vão estar fodidos", quase como se os vegetarianos fossem jedis e os que consomem carne fossem o lado negro da força.
Todo esse alarde por causa de uma piada...
O primeiro problema da internet é que nela qualquer merda vira motivo de discussão ou polêmica, pela (falsa) liberdade que estar atrás de um monitor e um teclado dá ao indivíduo. É uma sensação boa a de poder falar o que quiser nas redes sociais, mesmo que seja uma tremenda estupidez, e sair ileso (no máximo com um orgulho ferido, talvez). Foi mais ou menos isso que começou esta babaquice em larga escala. Um zé-mané qualquer resolveu, de trás de sua fortaleza virtual, fazer uma piada para provocar a população vegetariana. E o mais triste é que conseguiu.
Vejo crianças brigando para provar que seu brinquedo é o melhor. Vejo pessoas verdadeiramente infantis incapazes de levar uma piada na esportiva. E vejo crianças mal-criadas não respeitando o ponto de vista do outro. Os que comem carne parecem achar ridículo que uma pessoa não o faça, por questões várias de acordo com cada um, e os vegetarianos não sabem manter a compostura ante uma piada, seja ela de mau-gosto ou não. Um precisou bater no orgulho do outro, e outro teve de responder à altura, esquecendo-se que responder à altura é, muitas vezes, rebaixar-se ao nível dos menos sensatos.
Existe uma tendência a impor um ponto de vista como a verdade absoluta. Não é diferente com esses vegetarianos que responderam da forma que responderam. Claro que existe a causa animal, que existem industrias produtoras pecuárias ganaciosas que abusam dos animais, claro que existe desmatamento fomentando pastagens para a criação de gado... São problemas sérios, de fato. Porém, agir como se quem consome carne fosse tão assassino e crimonoso quanto os que cometem tais crimes é generalizar, caluniar e semear discórdia. Para começar, perder a compostura por causa de uma piada é um grave sinal de imaturidade. Por mais que algo fira seus ideais, o importante é captar o que a pessoa realmente quer dizer com aquilo. Se foi dito somente para provocar, a melhor resposta é, de longe por anos-luz, ignorar
A segunda imagem diz: "Pense | Amadureça | Evolua". Falaram o que falaram sem lembrar que é necessário, antes, ser o exemplo. Na minha humilde opinião, quem se entrega à raiva não pensa, quem quer impor sua vontade não é maduro e quem só vê um lado do prisma não evolui.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Dias de orgulho

 Link externo:
 
Um amigo meu (gay, diga-se de passagem, só pra deixar isso claro do início) ficou abismado com a aprovação do projeto de lei que inclui o “Dia do Orgulho Hétero” no calendário oficial da cidade de São Paulo. Diz ele: “a coisa mais imbecil do mundo”. Fiquei espantado no início ao ler este comentário, e resolvi garimpar a nuvem para saber mais. Descobri que a crítica se referia ao terceiro domingo de dezembro, que será oficialmente o Dia do Orgulho Hétero.
Bem, meu amigo não foi o único que reclamou. Praticamente toda a comunidade gay e seus simpatizantes estão botando a boca no trombone sobre o assunto, dizendo as mais variadas imprecações e críticas no Twitter e no Facebook. Os héteros de plantão estão vibrando (imaginar a cena me dá certo nojo, pra falar a verdade), e o Orgulho Hétero está em voga. Virou uma briga gigante, ambos os lados (hétero e gay) se fuzilando de formas indizíveis...
Fico aqui querendo falar com os dois lados. Aos gays: não liguem pra isso... É uma estupidez, sim. Chega a ter tom de brincadeira, por isso toquem o “foda-se”. Ninguém ganhou nada revidando a uma provocação. Ao héteros: pra quê? Desde quando hétero sofre preconceito por ser hétero? Nunca me barraram em lugar nenhum, nem fui agredido por gostar de mulher.
Agora, aos dois lados: “Orgulho é entulho”. É o lixo do ego que se acumula formando uma armadura que te impede de ver o outro, causa de uma boa parte das brigas e guerras que rolam no mundo. Gays ficam dizendo que os héteros são monstros que pegam no pé deles, e criam um dia para se refestelar no lixo do ego. Agora os héteros, para revidar, não bastasse que já têm lixo de sobra, criam um dia para se refestelar também. Eu apagaria do calendário “Dia-de-Orgulho-disso” e “Consciência-daquilo” e marcaria em todos dos dias do calendário: “Dia da Humildade Humana” e “Dia da Consciência do Outro”.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

O "deputado polêmico" e o homossexualismo

Link externo:

Bolsonaro é citado como um deputado "polêmico" pela maioria dos veículos da mídia. Entre as polêmicas, está sua declaração: "Estou me lixando para o movimento gay. O que eles têm para oferecer? Casamento gay? Adoção de filho por gay? Nada disso acrescenta nada.". Afirma também que o homossexual vive num meio de "drogas e promiscuidade", e que não corre o risco de ter um filho gay por ter-lhe dado uma boa educação, o que nos leva a crer que o deputado acredita que o homossexualismo é um fator familiar.
Até aí, não consigo ver polêmica, e sim um punhado de falácias fundadas em preconceito. Mas daí surge uma pergunta grande: Afinal, de onde vem esse preconceito todo,  não só do deputado em questão, mas de toda a população?
Tenho algumas teorias. A primeira é a da má primeira impressão. Algumas pessoas podem ter tido contato com homossexuais do tipo "bicha louca", aquele tipo nojento mesmo, cheia dos escândalos, cheia de frescuras, de vulgaridade e de purpurina.  Outra teoria é a do vírus do viado. Alguns (idiotas) cidadãos pensam que gays são doentes, e que homossexualismo é contagioso. A terceira teoria é mais complexa. Tem a ver com uma crença meio estúpida de que os homossexuais não são mais do que homens e mulheres que querem transgredir e agredir os bons costumes, por serem "subversivos" ou algo do gênero. Seria o caso do nosso "polêmico" Jair Bolsonaro.
Essa gente certamente nunca procurou falar com um homossexual, conhecer um homossexual e nunca teve a coragem de constatar que o homossexual é um ser humano também. Assim como qualquer ser humano, tem seus defeitos e suas virtudes. Conheço muitos gays, tenho amizade com eles, e todos eles são muito educados, discretos (às vezes nem tanto, mas não são escandalosos, pelo menos) e amáveis. Enquanto outros homossexuais são bastante vulgares, imorais e invasivos. Se olharmos bem, ouvirmos as palavras deles e tivermos sensibilidade, perceberemos que esses mesmos comportamentos (discreto ou vulgar, elegante ou deselegante, moral ou imoral) se repetem em homens e mulheres heterossexuais. Entendem? No fim, é tudo a mesma coisa!
Por algum motivo,  o ser humano quer complicar a história com discriminação, homofobia e etc. Parece não querer lidar com algo tão simples: homossexuais e heterossexuais estão no mesmo barco que todos os seres humanos- a condição humana. Somos falíveis, errôneos e confusos, não importa nossa orientação sexual, não importa nossa renda, não importa nossa posição política. Quem dera gente como Bolsonaro se desse conta disso...